quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Gibson Thunderbird



O baixo Gibson Thunderbir foi criado em 1963 pela Gibson USA, época em que a Fender era a lider no mercado de baixos elétricos, desde a intrudodução do Precison Bass em 1951.
Projetado pelo designer de automóveis Reymond H Dietrich, que houvera desenhado para fábricas como Chrysler, este instrumento de cara, apresentou-se como amplamente revolucionário. Inicialmente o que chamou a atenção, foi o headstock invertido e também, como a série 4000 de baixos Rickenbacker, o Gibson Thunderbird tinha uma construção pela qual, o braço do instrumento se estendia desde o headstock, até a base de fixação da ponte, com a colocação de duas peças de mógno coladas na base do instrumento.
O isntrumento tem dois captadores humbucker "soapbar" passivos, com som forte e marcante, com som mais consistente que muito baixo ativo, tal como o Jazz Bass de luxe ativo da Fender. A Gibson não disponibiliza os captadores do Thunerbird para reposição, pois reivindica que estes são indestrutíveis e não deterioram.
Além destas características, o Gibson Tghunderbird tem escala longa de "34", ao contrário dos outros baixos da fábrica, que tem escala "30 1/2", como a série EB por exemplo.
A fabricação deste baixo foi interrompida inicialmente pela Gibson no inicio 1969, voltando em 1971 e interrompida novamente em 1974.
O Gibson Thunderbird IV foi reeditado em 1976 como edição bicentenial da fábrica, sendo mais uma vez interrompida sua fabricação em 1979. Após algumas solicitações de baixistas da época, a Gibson reintroduziu o Thunderbird em 1984, tendo continuado sua fabricação até os dias de hoje.
O baixista mais notório entre os usuários do Gibson Thunderbird sempre foi John Entewistle do The Who, que teve vários de seus modelos, tendo inclusive modificado um Thunderbird, extraindo o braço original do instrumento e instalando o braço em maple de um Precison Bass Fender 1967, o que deixou o Thunderbird um pouco estranho. Diz a lenda que John Entewistle ao saber da interrupção da fabricaçao dos Thunderbird, comprou vários modelos e cores entre 71 e 74, pois era o instrumento que mais o excitava.
Compramos meu Gibson Thunderbird IV "Vintage Sunburst" em New York City, em julho de 2008, época em que minha filha trabalhava, estudava e por lá morava. Meu filho havia ido visitá-la quando dessa compra. A encomenda foi feita na loja da Guitar Center do Queens. Pago cash U$ 2.120,00. O instrumento veio com alça e case originais Gibson USA e foi entregue pela UPS em cinco dias; também na casa que minha filha morava no Queens. Devido a política da Gibson em não popularizar o Thunderbird, a venda era feita somente por encomenda.
Especificações do Gibson Thunderbird Modelo:Thunderbird IV Bass
Captadores: Dois Humbuckers TB Plus ceramic magnet redesenhados "soapbar"
Ferragens: Preto
Extensão da Escala: 34"
Escala/Encrustrações: Jacarandá, 20 trastes/ponto
Frisos: Não
Ponte: Nove folhas de mógno e nogueira na junção
Braço-corpo: detalhe de mogno
Notas de material: Classic White, Ebony, Vintage Sunburst
Acabamento: Antique Natural, Ebony, Heritage cherry sunburst

Fotos by Mary Ferry MNF.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A última de 2010 ou a primeira de várias.

No último dia 11 de dezembro, a turma do blues liderada pelos incansáveis Rod Burin e Roberto Terremoto, realizou a "Jam" de final de ano. O local não poderia ter sido melhor escolhido; o Senhor Mostarda Bar e Cia, lá no Campo Belo. Foram convidados vários bluseiros e bluseiras de São Paulo e adjacências. O som rolou solto das 15:00 ás 21:00hs aproximadamente. Quando eu cheguei, por volta das 16:30hs estava rolando um "puta som", com Mario Baraçal no baixo, Vitor Suman na guitarra, Fernando Rapoli na batera, um baita pianista que me foge o nome e Chico Suman no vocal. Os caras estavam destruindo tudo ! Chegando numa boa, ia encontrando e comprimentando velhos amigos. Sentei na mesa do prezado Marcio Francesquini e sua esposa Liege, o famoso casal proprietário do afamado Centro Lírico Literário IX de Novembro. Pedi minha Serramalte e fiquei curtindo o som, o ambiente e os amigos; parecia o Instituto Butantã, só aparecia cobra para tocar. Quando me chamaram para fazer um som no baixo, já estava ali na guitarra o Rod Burin e mais um batera, bem como o Chico Suman na outra guitarra, mais uma figuraça com mais uma guitarra, que era especialista em Cream. Fizemos umas quatro do famoso Power Trio e paramos um pouco. Foi quando eu tive a ideia de chamar o Fernando Rapoli para vir para a batera. Nisso, o guitarrista especialista em Cream também deu um tempo, e aí, ficamos apenas Chico Suman, Fernando Rapoli, Rod Burin e eu, ou seja, a formação original da "The Hookers". Não deu outra, com o Chicão nos vocais, mandamos vários blues do antigo set da Hookers, até eu mandei I'm a blues man do Magic Slim e Third World Man de minha autoria; todos os blues que fazíamos com a Hookers. Foi muito legal e, eu podia ver que quem conheceu a Hookers e estava lá, veio mais próximo ouvir o quarteto que não tocava junto a mais de um ano. O momento foi bacana e tanto eu, como o Burin, Chico e Rapoli, demonstrávamos satisfação e muito prazer em estar ali juntos, um ao lado do outro. Paramos um pouco, para que outros músicos também pudessem tocar. Depois disso, sentei e continuei curtindo, bem como degustando mais uma Serramalte. Só fui interrompido, quando me chamaram para cantar o "Rock do Chá". Depois, sentamos e trocamos algumas idéias. O Burim até tentou colocar a Hookers junta novamente num som que fizemos no mesmo bar duas semanas depois, mas o Chico Suman ja tinha compromisso com a Suman Brothers Band naquela quinta feira, dia 23. Pelo visto, vamos marcar umas datas com a Hookers para esse mês de janeiro e daí pra frente, vamos ver se voltamos a fazer o bom e velho blues com a The Hookers. Feliz 2011 a todos !!!!