..PAULO "Big Blue" BLOG "life and blues".
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Um amigo que partiu.
Morreu na manhã desta quarta-feira aos 65 anos,(30/01), ou melhor dizendo, desencarnou, o músico Lívio Benvenuti Júnior, mais conhecido como Nenê. Benvenuti foi baixista da banda de rock "Os Incríveis" entre 1966 até 1972, quando a banda se separou. Nenê foi diagnosticado com câncer de pulmão em outubro de 2012.
O velório se realiza no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, informação confirmada pela assessoria de imprensa da instituição. A família ainda não divulgou o local do enterro.
O músico começou a carreira aos 12 anos de idade como baterista da banda "The Rebels". Na década de 1960 chegou a montar um grupo cover dos Beatles até entrar na banda Os Incríveis, que fez parte da Jovem Guarda.
Chegou a atuar como ator na TV Tupi e tocou ao lado de Raul Seixas em uma apresentação num garimpo do Pará, em 1985. Na mesma época fez parte, juntamente com outro amigo meu o Mauricio C. Brito, de uma das melhores bandas de Rhythy'n'blues do Brasil a "Blues Band Five" (e olha que disso eu manjo um pouco). Também tocou com Elis Regina e Roberto Carlos. Entre alguns projetos, nos últimos anos, atuava como produtor musical.
Em outubro de 2011, morreu o saxofonista da banda Os Incríveis, Antônio Rosas Seixas, o "Manito", que tratava desde 2006 de um câncer na laringe. Manito chegou a flertar (nos anos 60) com uma tia minha que a muitos anos mora em New York City.
Tive a oportunidade de conhecer mais intimamente o "Nenê" em 1981, num bar aqui em São Paulo, o famozo "Victória Pub", numa das apresentações da nossa banda, a época "Sweet Pappa Friends". Ele foi extremamente gentil, me dando várias dicas sobre técnica no contra baixo; não somente como tocar, como até "envenenar" um Precision Bass que eu usava naquela ocasião.
Na imagem o Nenê é o primeiro a esquerda.
Que o Nenê tenha paz e luz
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Amy e a morte anunciada.
Neste último sábado 23 de Julho, em Londres, Amy Winehouse foi encontrada morta. Nascida a 14 de Setembro de 1983, "Amy Jade Winehouse" era, para uma cantora branca e inglesa, uma artista diferenciada, pois possuia uma voz forte e marcante, com perfil de cantora negra. Como tudo nessa vida tem um porém, Amy também teve o seu, mas de forma mais abundante. Amy nunca deixou de demonstrar que cultivava o hábito dos exageros e isso, com o passar do tempo e o aumentar de sua fama, foi crescendo de forma avassaladora. Quem tem um pouco mais de idade e experiência, percebia que tanto a pessoa em si, como a artista, estavam perdendo o controle, pois as imegens que invarievelmente mostravam Amy sempre "chapada", eram cada vez mais comuns na mídia em geral.
Me recordo que naquele sábado, fui correr na USP e dei uma certa exagerada no pique, o que me fez aumentar a dosagem da coxilada da tarde e, logo que acordei, minha filha me deu a infeliz noticia sobre Amy.
Sempre que ocorre um caso desses, a pessoa já com mais idade que a turma mais jovem, reflete no ocorrido e isso foi o que me veio a mente, pois como disse, Amy só aparecia "chapada" de uns anos pra cá. Como sou dos nos 50, me recordo bem de alguns ídolos daquela época; e como estes vieram a falecer, com causas bem semelhantes. Mas como tudo tem um porém e eu ja citei isso antes, penso que o caso da Amy, foi um pouco mais doloroso; pois ela vinha se deteriorando, ou deteriorando sua imagem nos últimos anos e era, o que só se via em toda a mídia. Alguns dos malucos e meus ídolos que se foram nos anos 70, ao menos, em atividade profissional no palco, não apareciam tão "chapados" a ponto de cairem no palco ou terem que deixar uma apresentação. Me recordo que nunca vi isso por exemplo, com Jimi Hendrix, Janis ou o Brian Jones; até o Keith Moon meu heroi, nunca comprometeu o Who nas apresentações.
Da forma como a Amy acabou consigo mesma, é que nos deixa consternado; pois essa "menina" de 27 anos, teria condições de ser irmã de meus filhos, haja vista o tempo que ja estou com minha esposa e parceira Lena.
Pois é pessoal, eu entendo que essa "passagem" da Amy para uma outra dimensão, nada mais foi do que uma morte anunciada; tal qual disse meu amigo e luthier Vellozo; "a turma acha que vai pular de para quedas, sem o para quedas e chegar la em baixo vivo". Pois é, infelizmente a Amy procurou e achou. Tenho pena de seus pais, irmãos e parentes mais próximos; agora, ouvir manifestações como "não acredito que a Amy morreu" também é demais.
Uma pena; uma verdadeira pena, ela era uma criança quase e, poderia ser uma das maiores cantoras brancas da história atual da música e olha, que disso, eu entendo um pouco, pois jajá, serão 40 anos no mundo das bandas, do rock e do blues.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Hookers rides again
No último dia 07 de Abril, nossa banda "The Hookers" mandou bala no Boteco Rabo de Peixe da Vila Madalena. Foi uma noitada de blues com bastante "swing e champingon" como dizia o velho Wilson Simonal. A casa é uma delicia e muito bem harmonizada, não só para um som ao vivo, como também para as delicias que saem da grellha, cozinha e geladeiras. Nosso irmão, o gerentão Sandro "Mopar" como sempre, nos recebeu com muita "catigoria".
Os convidados não faltaram com sua presença esperada e o som rolou solto. A banda fez duas entradas de 10 músicas em cada set. Rodrigo Burin com sua Dean acústica "calou" os especialistas que estavam na platéia (como sempre); Chico Suman, nos vocais e guitarra deu conta do recado e "encantou" as donzelas do pedaço; "na cozinha" este baixista blogueiro e o batera Fernando Rapolli seguramos a marimba e curtimos a noite especial que foi "o rabo". valeu moçada, jajá tem mais apresentações da Hookers; eu aviso !
Fotos by Mary Ferry and Canon.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Gibson Thunderbird
O baixo Gibson Thunderbir foi criado em 1963 pela Gibson USA, época em que a Fender era a lider no mercado de baixos elétricos, desde a intrudodução do Precison Bass em 1951.
Projetado pelo designer de automóveis Reymond H Dietrich, que houvera desenhado para fábricas como Chrysler, este instrumento de cara, apresentou-se como amplamente revolucionário. Inicialmente o que chamou a atenção, foi o headstock invertido e também, como a série 4000 de baixos Rickenbacker, o Gibson Thunderbird tinha uma construção pela qual, o braço do instrumento se estendia desde o headstock, até a base de fixação da ponte, com a colocação de duas peças de mógno coladas na base do instrumento.
O isntrumento tem dois captadores humbucker "soapbar" passivos, com som forte e marcante, com som mais consistente que muito baixo ativo, tal como o Jazz Bass de luxe ativo da Fender. A Gibson não disponibiliza os captadores do Thunerbird para reposição, pois reivindica que estes são indestrutíveis e não deterioram.
Além destas características, o Gibson Tghunderbird tem escala longa de "34", ao contrário dos outros baixos da fábrica, que tem escala "30 1/2", como a série EB por exemplo.
A fabricação deste baixo foi interrompida inicialmente pela Gibson no inicio 1969, voltando em 1971 e interrompida novamente em 1974.
O Gibson Thunderbird IV foi reeditado em 1976 como edição bicentenial da fábrica, sendo mais uma vez interrompida sua fabricação em 1979. Após algumas solicitações de baixistas da época, a Gibson reintroduziu o Thunderbird em 1984, tendo continuado sua fabricação até os dias de hoje.
O baixista mais notório entre os usuários do Gibson Thunderbird sempre foi John Entewistle do The Who, que teve vários de seus modelos, tendo inclusive modificado um Thunderbird, extraindo o braço original do instrumento e instalando o braço em maple de um Precison Bass Fender 1967, o que deixou o Thunderbird um pouco estranho. Diz a lenda que John Entewistle ao saber da interrupção da fabricaçao dos Thunderbird, comprou vários modelos e cores entre 71 e 74, pois era o instrumento que mais o excitava.
Compramos meu Gibson Thunderbird IV "Vintage Sunburst" em New York City, em julho de 2008, época em que minha filha trabalhava, estudava e por lá morava. Meu filho havia ido visitá-la quando dessa compra. A encomenda foi feita na loja da Guitar Center do Queens. Pago cash U$ 2.120,00. O instrumento veio com alça e case originais Gibson USA e foi entregue pela UPS em cinco dias; também na casa que minha filha morava no Queens. Devido a política da Gibson em não popularizar o Thunderbird, a venda era feita somente por encomenda.
Especificações do Gibson Thunderbird Modelo:Thunderbird IV Bass
Captadores: Dois Humbuckers TB Plus ceramic magnet redesenhados "soapbar"
Ferragens: Preto
Extensão da Escala: 34"
Escala/Encrustrações: Jacarandá, 20 trastes/ponto
Frisos: Não
Ponte: Nove folhas de mógno e nogueira na junção
Braço-corpo: detalhe de mogno
Notas de material: Classic White, Ebony, Vintage Sunburst
Acabamento: Antique Natural, Ebony, Heritage cherry sunburst
Fotos by Mary Ferry MNF.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A última de 2010 ou a primeira de várias.
sábado, 27 de novembro de 2010
Live it Up !
os maiores do mundo. Ficamos horas, dias, semanas, ou até mêses nos perguntando o porque daquilo tudo. Assim, deixamos por alguns momentos de viver a maior jóia que Deus nos deu. Nossas Vidas.
Não devemos reclamar, nem nos lamentar pelos que nos fizeram mal, que tiraram a nossa paz e fizeram com que perdessemos nosso tempo nos culpando e buscando explicações
para coisas inexplicáveis, e que mesmo assim continuaram sorrindo...
Aprendi que por maior que seja a decepção, devemos nos levantar, e nos apoiar em quem amamos, nas pessoas que realmente nos trazem alegria, que querem nosso bem de verdade, que nos dizem coisas bonitas, não de forma hipócrita, mas sim sentimentos que são reais, palavras que não são em vão e não ao invés disso, deixar prevalecer o mal, já que o bem, a positividade e o amor prevalecem SEMPRE, e nos motivam a prosseguir, sorrindo, e plantando o bem para colher a paz, seguindo em frente para conquistar nossas metas, e sonhando com nossos objetivos e nosso futuro.
Temos que agradecer a Deus por termos nossas familias unidas, com saúde e protegidas, nossos amigos, e aqueles poucos e verdadeiros irmãos, que estarão junto de nós,
nas melhores ou piores horas, mas que quando unidos, tudo que era triste, torna-se riso, piada, e bons momentos. Nada como estar com eles ouvindo aquele som, tomando uma bem gelada, viajando por aí, olhando o mar e relembrando boas passagens.
Assim fugimos da babilônia, e com classe passamos por cima de quem nos faz o mal, pois em nossos corações e nossas mentes há AMOR, PAZ e POSITIVIDADE !!!
Aprenda a dar valor a vida, agradecer tudo que Deus lhe deu e curtir tudo que há de bom... e não se esqueça...
O BEM SEMPRE VENCE !!!
LIVE IT UP, LIVE IT UP !!!!!!"
De meu filho Cmdte Cassio M.N.F
sábado, 20 de novembro de 2010
The Hookers
Na última sexta feira 19/11, tivemos a oportunidade de reunir a banda The Hookers; tivemos, porque meu amigo Chico Suman e eu, convidamos o batera Italo Lopez e o guitarrista Johnny Sapia para fazerem parte do projeto, como diz Walderley Luxemburgo. O local, não poderia ser melhor, ou mais apropriado, que o Johnnie Wash, na Vila Olímpia. Pra variar o local estava apinhado de gente e o som da banda foi solto, simples e competente. O som rolou das 09:45 às 01:30hs e só parou, porque a vizinha do lado, ja estava chiando e apareceu com seu inconfundivel "robe de chambre" azul royal desbotado, portando uma vassoura nas mãos e aos berros, falava que iria chamar "os hôme". Conclusão, a véia parou coma chiadeira, porque distraida, acabou saindo voando a bordo de sua vassoura. Mas falando sério, o set acertado para a noitada era de 25 blues, mas acabamos ultrapassando o que estava programado, mandando inclusive alguns country rocks. A galera, composta por pessoas das mais variadas tribos, etinias e opção pessoais, apupava a banda ao final de cada número. Apareceu até um cara, querendo contratar a mim e ao Chico Suman, para um comercial de margarina; pra voces verem, como a noitada foi profícua. Bom, o que interessa é que a banda pulsou com firmeza e decidiu seguir em frente; sendo inclusive convidada para mais uma noite no Johnnie Wash antes do final do ano. Vamos ver o que rola e bola, quer dizer, blues pra frente galera !!!
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