quinta-feira, 28 de julho de 2011

Amy e a morte anunciada.

Neste último sábado 23 de Julho, em Londres, Amy Winehouse foi encontrada morta. Nascida a 14 de Setembro de 1983, "Amy Jade Winehouse" era, para uma cantora branca e inglesa, uma artista diferenciada, pois possuia uma voz forte e marcante, com perfil de cantora negra.
Como tudo nessa vida tem um porém, Amy também teve o seu, mas de forma mais abundante. Amy nunca deixou de demonstrar que cultivava o hábito dos exageros e isso, com o passar do tempo e o aumentar de sua fama, foi crescendo de forma avassaladora. Quem tem um pouco mais de idade e experiência, percebia que tanto a pessoa em si, como a artista, estavam perdendo o controle, pois as imegens que invarievelmente mostravam Amy sempre "chapada", eram cada vez mais comuns na mídia em geral.
Me recordo que naquele sábado, fui correr na USP e dei uma certa exagerada no pique, o que me fez aumentar a dosagem da coxilada da tarde e, logo que acordei, minha filha me deu a infeliz noticia sobre Amy.
Sempre que ocorre um caso desses, a pessoa já com mais idade que a turma mais jovem, reflete no ocorrido e isso foi o que me veio a mente, pois como disse, Amy só aparecia "chapada" de uns anos pra cá. Como sou dos nos 50, me recordo bem de alguns ídolos daquela época; e como estes vieram a falecer, com causas bem semelhantes. Mas como tudo tem um porém e eu ja citei isso antes, penso que o caso da Amy, foi um pouco mais doloroso; pois ela vinha se deteriorando, ou deteriorando sua imagem nos últimos anos e era, o que só se via em toda a mídia. Alguns dos malucos e meus ídolos que se foram nos anos 70, ao menos, em atividade profissional no palco, não apareciam tão "chapados" a ponto de cairem no palco ou terem que deixar uma apresentação. Me recordo que nunca vi isso por exemplo, com Jimi Hendrix, Janis ou o Brian Jones; até o Keith Moon meu heroi, nunca comprometeu o Who nas apresentações.
Da forma como a Amy acabou consigo mesma, é que nos deixa consternado; pois essa "menina" de 27 anos, teria condições de ser irmã de meus filhos, haja vista o tempo que ja estou com minha esposa e parceira Lena.
Pois é pessoal, eu entendo que essa "passagem" da Amy para uma outra dimensão, nada mais foi do que uma morte anunciada; tal qual disse meu amigo e luthier Vellozo; "a turma acha que vai pular de para quedas, sem o para quedas e chegar la em baixo vivo". Pois é, infelizmente a Amy procurou e achou. Tenho pena de seus pais, irmãos e parentes mais próximos; agora, ouvir manifestações como "não acredito que a Amy morreu" também é demais.
Uma pena; uma verdadeira pena, ela era uma criança quase e, poderia ser uma das maiores cantoras brancas da história atual da música e olha, que disso, eu entendo um pouco, pois jajá, serão 40 anos no mundo das bandas, do rock e do blues.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Hookers rides again


No último dia 07 de Abril, nossa banda "The Hookers" mandou bala no Boteco Rabo de Peixe da Vila Madalena. Foi uma noitada de blues com bastante "swing e champingon" como dizia o velho Wilson Simonal. A casa é uma delicia e muito bem harmonizada, não só para um som ao vivo, como também para as delicias que saem da grellha, cozinha e geladeiras. Nosso irmão, o gerentão Sandro "Mopar" como sempre, nos recebeu com muita "catigoria".
Os convidados não faltaram com sua presença esperada e o som rolou solto. A banda fez duas entradas de 10 músicas em cada set. Rodrigo Burin com sua Dean acústica "calou" os especialistas que estavam na platéia (como sempre); Chico Suman, nos vocais e guitarra deu conta do recado e "encantou" as donzelas do pedaço; "na cozinha" este baixista blogueiro e o batera Fernando Rapolli seguramos a marimba e curtimos a noite especial que foi "o rabo". valeu moçada, jajá tem mais apresentações da Hookers; eu aviso !

Fotos by Mary Ferry and Canon.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Gibson Thunderbird



O baixo Gibson Thunderbir foi criado em 1963 pela Gibson USA, época em que a Fender era a lider no mercado de baixos elétricos, desde a intrudodução do Precison Bass em 1951.
Projetado pelo designer de automóveis Reymond H Dietrich, que houvera desenhado para fábricas como Chrysler, este instrumento de cara, apresentou-se como amplamente revolucionário. Inicialmente o que chamou a atenção, foi o headstock invertido e também, como a série 4000 de baixos Rickenbacker, o Gibson Thunderbird tinha uma construção pela qual, o braço do instrumento se estendia desde o headstock, até a base de fixação da ponte, com a colocação de duas peças de mógno coladas na base do instrumento.
O isntrumento tem dois captadores humbucker "soapbar" passivos, com som forte e marcante, com som mais consistente que muito baixo ativo, tal como o Jazz Bass de luxe ativo da Fender. A Gibson não disponibiliza os captadores do Thunerbird para reposição, pois reivindica que estes são indestrutíveis e não deterioram.
Além destas características, o Gibson Tghunderbird tem escala longa de "34", ao contrário dos outros baixos da fábrica, que tem escala "30 1/2", como a série EB por exemplo.
A fabricação deste baixo foi interrompida inicialmente pela Gibson no inicio 1969, voltando em 1971 e interrompida novamente em 1974.
O Gibson Thunderbird IV foi reeditado em 1976 como edição bicentenial da fábrica, sendo mais uma vez interrompida sua fabricação em 1979. Após algumas solicitações de baixistas da época, a Gibson reintroduziu o Thunderbird em 1984, tendo continuado sua fabricação até os dias de hoje.
O baixista mais notório entre os usuários do Gibson Thunderbird sempre foi John Entewistle do The Who, que teve vários de seus modelos, tendo inclusive modificado um Thunderbird, extraindo o braço original do instrumento e instalando o braço em maple de um Precison Bass Fender 1967, o que deixou o Thunderbird um pouco estranho. Diz a lenda que John Entewistle ao saber da interrupção da fabricaçao dos Thunderbird, comprou vários modelos e cores entre 71 e 74, pois era o instrumento que mais o excitava.
Compramos meu Gibson Thunderbird IV "Vintage Sunburst" em New York City, em julho de 2008, época em que minha filha trabalhava, estudava e por lá morava. Meu filho havia ido visitá-la quando dessa compra. A encomenda foi feita na loja da Guitar Center do Queens. Pago cash U$ 2.120,00. O instrumento veio com alça e case originais Gibson USA e foi entregue pela UPS em cinco dias; também na casa que minha filha morava no Queens. Devido a política da Gibson em não popularizar o Thunderbird, a venda era feita somente por encomenda.
Especificações do Gibson Thunderbird Modelo:Thunderbird IV Bass
Captadores: Dois Humbuckers TB Plus ceramic magnet redesenhados "soapbar"
Ferragens: Preto
Extensão da Escala: 34"
Escala/Encrustrações: Jacarandá, 20 trastes/ponto
Frisos: Não
Ponte: Nove folhas de mógno e nogueira na junção
Braço-corpo: detalhe de mogno
Notas de material: Classic White, Ebony, Vintage Sunburst
Acabamento: Antique Natural, Ebony, Heritage cherry sunburst

Fotos by Mary Ferry MNF.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A última de 2010 ou a primeira de várias.

No último dia 11 de dezembro, a turma do blues liderada pelos incansáveis Rod Burin e Roberto Terremoto, realizou a "Jam" de final de ano. O local não poderia ter sido melhor escolhido; o Senhor Mostarda Bar e Cia, lá no Campo Belo. Foram convidados vários bluseiros e bluseiras de São Paulo e adjacências. O som rolou solto das 15:00 ás 21:00hs aproximadamente. Quando eu cheguei, por volta das 16:30hs estava rolando um "puta som", com Mario Baraçal no baixo, Vitor Suman na guitarra, Fernando Rapoli na batera, um baita pianista que me foge o nome e Chico Suman no vocal. Os caras estavam destruindo tudo ! Chegando numa boa, ia encontrando e comprimentando velhos amigos. Sentei na mesa do prezado Marcio Francesquini e sua esposa Liege, o famoso casal proprietário do afamado Centro Lírico Literário IX de Novembro. Pedi minha Serramalte e fiquei curtindo o som, o ambiente e os amigos; parecia o Instituto Butantã, só aparecia cobra para tocar. Quando me chamaram para fazer um som no baixo, já estava ali na guitarra o Rod Burin e mais um batera, bem como o Chico Suman na outra guitarra, mais uma figuraça com mais uma guitarra, que era especialista em Cream. Fizemos umas quatro do famoso Power Trio e paramos um pouco. Foi quando eu tive a ideia de chamar o Fernando Rapoli para vir para a batera. Nisso, o guitarrista especialista em Cream também deu um tempo, e aí, ficamos apenas Chico Suman, Fernando Rapoli, Rod Burin e eu, ou seja, a formação original da "The Hookers". Não deu outra, com o Chicão nos vocais, mandamos vários blues do antigo set da Hookers, até eu mandei I'm a blues man do Magic Slim e Third World Man de minha autoria; todos os blues que fazíamos com a Hookers. Foi muito legal e, eu podia ver que quem conheceu a Hookers e estava lá, veio mais próximo ouvir o quarteto que não tocava junto a mais de um ano. O momento foi bacana e tanto eu, como o Burin, Chico e Rapoli, demonstrávamos satisfação e muito prazer em estar ali juntos, um ao lado do outro. Paramos um pouco, para que outros músicos também pudessem tocar. Depois disso, sentei e continuei curtindo, bem como degustando mais uma Serramalte. Só fui interrompido, quando me chamaram para cantar o "Rock do Chá". Depois, sentamos e trocamos algumas idéias. O Burim até tentou colocar a Hookers junta novamente num som que fizemos no mesmo bar duas semanas depois, mas o Chico Suman ja tinha compromisso com a Suman Brothers Band naquela quinta feira, dia 23. Pelo visto, vamos marcar umas datas com a Hookers para esse mês de janeiro e daí pra frente, vamos ver se voltamos a fazer o bom e velho blues com a The Hookers. Feliz 2011 a todos !!!!